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Entrar com turista na Espanha e ficar é irresponsável

Entrar na Espanha como turista e esperar o arraigo é uma boa estratégia?Entenda os riscos de entrar na Espanha como turista, permanecer irregular e esperar dois anos para solicitar um arraigo em 2026.

Entrar na Espanha como turista e permanecer no país esperando uma futura regularização não é um planejamento migratório seguro. Conheça os riscos, os tipos de arraigo e as alternativas legais.


Muitos brasileiros chegam à Espanha repetindo a mesma frase:

“Vou entrar como turista, ficar dois anos e depois fazer o arraigo.”

Outros acreditam que poderão chegar ao país e, com o tempo, “dar um jeito” na documentação.

Na teoria, pode parecer uma estratégia simples. Na prática, permanecer irregular durante anos pode trazer dificuldades financeiras, profissionais, familiares e emocionais.

O arraigo é uma possibilidade de regularização prevista na legislação espanhola. No entanto, ele não foi criado como um visto de entrada nem representa uma garantia automática de residência.

Neste artigo, você entenderá o que realmente significa entrar na Espanha como turista, ultrapassar o período autorizado e esperar uma futura regularização.


Quanto tempo um brasileiro pode permanecer na Espanha como turista?

Cidadãos brasileiros podem permanecer no Espaço Schengen sem visto por até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias, quando a viagem é destinada a turismo, visita familiar ou determinadas atividades de negócios. Essa entrada não concede automaticamente autorização para residir ou trabalhar na Espanha.

Durante esse período, o brasileiro continua sendo um visitante.

A entrada como turista não autoriza:

  • residência permanente;
  • trabalho por conta alheia;
  • trabalho autônomo regular;
  • instalação definitiva no país;
  • permanência além do período autorizado.

Depois de ultrapassar os 90 dias sem possuir uma autorização válida, a pessoa passa a estar em situação administrativa irregular.

A legislação espanhola considera infração grave tanto permanecer irregularmente no território quanto trabalhar sem a autorização correspondente quando a pessoa não possui residência válida.

Atenção

Entrar legalmente como turista não significa que a permanência continuará sendo legal depois do fim dos 90 dias.


Entrar como turista não é um planejamento migratório

Uma viagem de turismo e um projeto de mudança de país são situações completamente diferentes.

Quem pretende morar, estudar, trabalhar, empreender ou acompanhar familiares na Espanha precisa identificar previamente qual autorização corresponde ao seu objetivo.

Um planejamento migratório deveria começar com perguntas como:

  • Qual é o meu objetivo na Espanha?
  • Pretendo estudar, trabalhar ou empreender?
  • Possuo renda própria?
  • Tenho cidadania europeia ou familiar europeu?
  • Uma empresa espanhola pretende me contratar?
  • Trabalho remotamente para empresas estrangeiras?
  • Tenho recursos financeiros para permanecer sem trabalhar?
  • Viajarei sozinho ou com familiares?
  • Qual autorização devo solicitar antes da mudança?

Quando essas perguntas não são respondidas, a pessoa pode acabar utilizando a entrada como turista para um objetivo que exige outro tipo de autorização.

O resultado costuma ser uma mudança baseada na improvisação.


O que significa permanecer irregular na Espanha?

Permanecer irregular não significa que a pessoa deixa de existir administrativamente ou perde todos os seus direitos.

Entretanto, significa que ela não possui uma autorização válida para residir e trabalhar normalmente no país.

Essa situação pode afetar diferentes áreas da vida.

Trabalho

Enquanto a pessoa estiver irregular e não possuir uma autorização que habilite ao trabalho, não poderá ser contratada legalmente nas mesmas condições de um trabalhador regular.

Isso pode levar à dependência de trabalhos informais, nos quais existe maior risco de:

  • receber menos do que o combinado;
  • trabalhar sem contrato;
  • não ser registrado na Segurança Social;
  • não receber férias ou direitos trabalhistas;
  • sofrer exploração;
  • não conseguir comprovar renda;
  • ficar desprotegido em caso de acidente.

O problema não está apenas em encontrar um trabalho.

O problema está em conseguir trabalhar com estabilidade, direitos e proteção.


Moradia

Alugar um imóvel na Espanha já pode ser difícil para estrangeiros recém-chegados, mesmo quando possuem documentação legal.

Na prática, muitas imobiliárias, proprietários e seguradoras de aluguel solicitam:

  • contrato de trabalho;
  • nóminas espanholas;
  • comprovação de renda;
  • declaração de imposto;
  • extratos bancários;
  • garantias adicionais;
  • documentação de residência.

Quem não consegue comprovar estabilidade financeira pode encontrar dificuldades para alugar um imóvel em seu próprio nome.

Algumas pessoas acabam dependendo de:

  • quartos compartilhados;
  • contratos temporários;
  • familiares ou conhecidos;
  • pagamentos antecipados;
  • imóveis mais caros;
  • soluções habitacionais pouco estáveis.

Dica da Carol

Ter dinheiro guardado ajuda, mas não substitui automaticamente os documentos de solvência exigidos pelo mercado imobiliário espanhol. A moradia deve ser planejada antes da mudança.


Conta bancária e organização financeira

Uma pessoa sem residência pode, dependendo da instituição e do perfil, solicitar determinados produtos bancários para não residentes.

Entretanto, cada banco possui seus próprios critérios de análise e pode exigir documentos adicionais.

Sem renda formal e documentação estável, também pode ser mais difícil:

  • conseguir financiamento;
  • obter cartão de crédito;
  • contratar determinados serviços;
  • demonstrar solvência;
  • realizar alguns procedimentos administrativos.

Por isso, não é correto afirmar que toda pessoa irregular está proibida de abrir uma conta bancária. O que existe é uma maior dificuldade prática e uma dependência das regras internas de cada instituição.


Saúde pública

Também não é correto afirmar que uma pessoa irregular não possui qualquer possibilidade de acesso à saúde pública.

Desde março de 2026, o Real Decreto 180/2026 regulamenta o procedimento para o reconhecimento do direito à proteção da saúde e à assistência sanitária com recursos públicos para estrangeiros que se encontram na Espanha sem residência legal, desde que cumpram os requisitos previstos.

A pessoa deverá realizar o procedimento correspondente perante a administração competente de sua Comunidade Autônoma.

Isso significa que existe proteção sanitária, mas o acesso pode exigir:

  • solicitação formal;
  • declaração responsável;
  • comprovação de residência efetiva;
  • documentação pessoal;
  • cumprimento dos requisitos administrativos.

Portanto, a situação deve ser analisada de acordo com a Comunidade Autônoma onde a pessoa reside.


Viagens e retorno à Espanha

Uma pessoa que ultrapassou o período autorizado pode enfrentar problemas ao sair da Espanha ou tentar retornar posteriormente.

A permanência irregular pode ser identificada durante controles migratórios e gerar consequências administrativas.

Isso não significa que toda pessoa receberá automaticamente uma proibição de entrada. Cada situação deve ser analisada individualmente.

No entanto, utilizar a irregularidade como estratégia pressupõe aceitar que viagens ao Brasil ou a outros países podem se tornar mais complicadas.

Para muitas famílias, isso significa passar um longo período sem poder visitar parentes com tranquilidade.


O que é o arraigo?

O arraigo é uma autorização de residência temporária por circunstâncias excepcionais.

Ele permite que determinadas pessoas estrangeiras que já se encontram na Espanha solicitem uma regularização quando cumprem requisitos específicos.

O novo Regulamento de Extranjería, aprovado pelo Real Decreto 1155/2024, entrou em vigor em 20 de maio de 2025 e reorganizou as modalidades de arraigo.

Atualmente, existem cinco modalidades principais:

Tipo de arraigoCaracterística geral
Arraigo de segunda oportunidadePara quem teve determinadas autorizações de residência e não conseguiu renová-las
Arraigo sociolaboralExige permanência mínima e um ou mais contratos de trabalho
Arraigo socialBaseado em permanência, vínculos familiares ou integração social
Arraigo socioformativoRelacionado à realização de determinadas formações
Arraigo familiarAplicável a situações familiares específicas previstas na legislação

As autorizações de arraigo possuem requisitos próprios. Não basta permanecer dois anos na Espanha.


“Fico dois anos e faço o arraigo”: por que isso é uma meia verdade?

Com o novo Regulamento de Extranjería, várias modalidades de arraigo passaram a exigir uma permanência mínima de dois anos.

Mas isso não significa que basta esperar o tempo passar.

De maneira geral, a pessoa poderá precisar comprovar:

  • permanência continuada na Espanha;
  • ausência de antecedentes penais;
  • passaporte e documentação de identificação;
  • integração social;
  • vínculos familiares;
  • formação aceita;
  • contratos de trabalho;
  • cumprimento das condições específicas da modalidade;
  • pagamento da taxa administrativa.

Nos casos em que se exige permanência continuada de dois anos, as ausências da Espanha não podem ultrapassar o limite estabelecido pela normativa.

Além disso, o período durante o qual a pessoa permaneceu como solicitante de proteção internacional pode não ser computado para determinadas modalidades de arraigo até que exista uma decisão definitiva.

Portanto, não se trata apenas de “esperar dois anos”.

É necessário construir e comprovar uma situação que se enquadre juridicamente em uma modalidade concreta.


Arraigo de segunda oportunidade

O arraigo de segunda oportunidade não é destinado a qualquer pessoa que esteja irregular.

Ele pode ser solicitado por quem foi titular de uma autorização de residência não concedida por circunstâncias excepcionais nos dois anos anteriores à solicitação e não conseguiu renová-la por determinados motivos.

Também exige, entre outros requisitos:

  • dois anos de permanência continuada;
  • ausência de antecedentes penais;
  • não representar ameaça à ordem ou à segurança pública;
  • não possuir outra autorização em tramitação;
  • enquadramento nas condições específicas da modalidade.

Quando concedido, o arraigo de segunda oportunidade habilita ao trabalho por conta alheia e por conta própria durante sua vigência.


Arraigo sociolaboral

O arraigo sociolaboral exige que a pessoa tenha permanecido na Espanha durante o período mínimo previsto e apresente um ou mais contratos de trabalho que cumpram as condições da legislação.

Não basta encontrar qualquer pessoa disposta a assinar um contrato.

A Administração poderá analisar:

  • a realidade da empresa;
  • a capacidade financeira do empregador;
  • a jornada de trabalho;
  • o salário;
  • a duração do contrato;
  • o cumprimento das obrigações fiscais e trabalhistas;
  • a viabilidade da contratação.

O Ministério define o arraigo sociolaboral como uma autorização que pode ser concedida a estrangeiros que estejam na Espanha há pelo menos dois anos e disponham de um ou mais contratos de trabalho.

Na prática, conseguir uma proposta consistente depois de anos trabalhando informalmente pode ser um dos maiores desafios do processo.


Arraigo social

O arraigo social pode ser concedido a pessoas que tenham permanecido na Espanha pelo período mínimo exigido e possuam determinados vínculos familiares ou comprovem sua integração por meio de um relatório de integração social.

Esse relatório poderá avaliar diferentes elementos da vida da pessoa na Espanha.

A existência de empadronamiento é importante, mas o empadronamiento, sozinho, não regulariza ninguém.

Ele pode servir como uma das provas de permanência, juntamente com outros documentos públicos ou privados que demonstrem que a pessoa realmente esteve na Espanha durante o período exigido.


Arraigo socioformativo

O arraigo socioformativo é uma das modalidades que mais gera confusão.

Ele pode ser concedido a pessoas que tenham permanecido continuamente na Espanha por pelo menos dois anos e estejam matriculadas, cursando ou comprometidas a realizar determinadas formações aceitas pela legislação.

Dependendo do caso, poderão ser admitidas:

  • determinadas formações profissionais;
  • estudos pós-obrigatórios;
  • certificados profissionais;
  • educação presencial para adultos;
  • formações promovidas pelos serviços públicos de emprego;
  • outras formações expressamente previstas na normativa.

Também é exigido um relatório de integração social.

O arraigo socioformativo permite trabalhar?

Sim, depois de concedido.

A autorização de arraigo socioformativo permite trabalhar por conta alheia por até 30 horas semanais, com remuneração proporcional de acordo com o salário mínimo ou o convênio coletivo aplicável.

Essa é uma informação importante porque, antes da concessão, a pessoa que permanece irregular não possui essa autorização de trabalho.

Portanto, o desafio continua sendo sobreviver financeiramente e manter toda a documentação organizada durante o período anterior à regularização.


Arraigo familiar

O arraigo familiar é destinado a situações familiares específicas previstas na legislação.

Ele não deve ser confundido com o simples fato de ter:

  • primos na Espanha;
  • amigos espanhóis;
  • conhecidos residentes;
  • tios ou parentes distantes;
  • alguém disposto a oferecer hospedagem.

Ter um familiar ou conhecido no país pode oferecer apoio emocional e logístico, mas não significa que essa pessoa poderá regularizar sua situação.

Cada vínculo familiar produz consequências jurídicas diferentes.

Por isso, é necessário analisar:

  • a nacionalidade do familiar;
  • o grau de parentesco;
  • a dependência;
  • a convivência;
  • a idade dos envolvidos;
  • o tipo de residência do familiar;
  • o regime jurídico aplicável.

Permanecer dois anos garante o arraigo?

Não.

O cumprimento do período mínimo é apenas uma parte do processo.

A autorização poderá ser negada quando:

  • não for possível comprovar a permanência;
  • existirem ausências superiores ao permitido;
  • a formação não for aceita;
  • o contrato não cumprir os requisitos;
  • o empregador não demonstrar capacidade;
  • faltarem documentos;
  • existirem antecedentes incompatíveis;
  • o relatório de integração não for favorável;
  • a pessoa não se enquadrar na modalidade solicitada;
  • documentos estrangeiros não estiverem apostilados ou traduzidos quando exigido.

Atenção

Empadronarse durante dois anos não cria automaticamente um direito à residência.

O processo precisa ser preparado documentalmente.


E a regularização extraordinária de 2026?

Em 2026, a Espanha criou um processo extraordinário destinado a determinadas pessoas que já se encontravam no país antes de 1º de janeiro de 2026 e que cumpriam os requisitos específicos da medida.

Essa regularização foi excepcional e não deve ser confundida com as modalidades permanentes de arraigo.

O prazo para apresentação das solicitações terminou em 30 de junho de 2026. Segundo o Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações, foram apresentadas mais de um milhão de solicitações.

Portanto, quem chegar à Espanha depois desse período não poderá planejar sua mudança contando com essa regularização extraordinária.

Não existe garantia de que uma medida semelhante será aprovada novamente.


A realidade financeira de esperar uma regularização

Dois anos representam pelo menos 24 meses pagando:

  • aluguel;
  • alimentação;
  • transporte;
  • telefone;
  • despesas pessoais;
  • documentação;
  • cursos;
  • taxas;
  • traduções;
  • apostilas;
  • emergências.

Uma família com filhos terá também despesas relacionadas a:

  • moradia maior;
  • escola;
  • material escolar;
  • alimentação;
  • saúde;
  • transporte familiar;
  • adaptação das crianças.

Sem trabalho formal, comprovação de renda e estabilidade documental, o planejamento financeiro se torna muito mais delicado.

Uma reserva que parecia suficiente para seis meses pode terminar rapidamente.

O custo não é apenas econômico.

Também existe o desgaste de viver durante anos sem saber se o processo será aprovado.


O impacto emocional da irregularidade

A mudança de país já exige adaptação.

Quando a pessoa permanece irregular, podem surgir preocupações adicionais:

  • medo de não conseguir se regularizar;
  • ansiedade financeira;
  • dependência de outras pessoas;
  • dificuldade para fazer planos;
  • impossibilidade de viajar tranquilamente;
  • insegurança profissional;
  • sentimento de isolamento;
  • medo de adoecer ou enfrentar uma emergência;
  • frustração com trabalhos informais;
  • desgaste no relacionamento familiar.

Para quem viaja com crianças, a responsabilidade é ainda maior.

Os filhos precisam de estabilidade, moradia adequada, rotina e segurança.

Dica da Carol

Uma mudança internacional não deve ser planejada apenas considerando se existe alguma possibilidade jurídica futura. É necessário avaliar como a família viverá até chegar a essa possibilidade.


Existem pessoas que conseguem se regularizar pelo arraigo?

Sim.

Muitas pessoas conseguem obter uma autorização por arraigo quando cumprem os requisitos e apresentam um processo bem documentado.

O objetivo deste artigo não é afirmar que o arraigo não funciona.

O objetivo é explicar que:

  • não é automático;
  • não é um visto;
  • não é uma garantia;
  • não elimina os anos anteriores de dificuldade;
  • não deve ser tratado como a primeira opção de quem ainda está no Brasil;
  • depende de requisitos que podem mudar;
  • exige organização documental e financeira.

O fato de uma pessoa ter conseguido não significa que o mesmo caminho será adequado para todas as famílias.

Cada perfil possui uma estratégia diferente.



Quais são as alternativas para chegar legalmente à Espanha?

Antes de decidir permanecer irregular, analise as possibilidades legais disponíveis.

Entre os principais caminhos estão:

Estância de estudos

Indicada para quem pretende realizar uma formação aceita e cumpre os requisitos acadêmicos, financeiros, sanitários e documentais.

Residência para trabalho remoto

Pode ser adequada para profissionais que trabalham remotamente para empresas ou clientes localizados principalmente fora da Espanha.

Residência não lucrativa

Destinada a quem possui recursos financeiros suficientes para viver na Espanha sem exercer atividade profissional durante a autorização inicial.

Trabalho por conta alheia

Aplicável quando uma empresa pretende contratar o profissional e consegue cumprir os requisitos da autorização.

Trabalho por conta própria

Destinado a quem deseja desenvolver uma atividade empresarial ou profissional autônoma na Espanha.

Profissional altamente qualificado

Pode ser utilizado em contratações que atendam aos requisitos profissionais, salariais e empresariais previstos na legislação.

Residência como familiar

Pessoas com cônjuge, companheiro, filhos, pais ou outros familiares com nacionalidade europeia ou residência na Espanha podem ter caminhos específicos, dependendo do vínculo.

Cidadania europeia

Quem possui cidadania de outro país da União Europeia não precisa solicitar um visto tradicional, mas deverá cumprir os procedimentos de registro correspondentes.



O que fazer antes de comprar a passagem?

Antes de tomar qualquer decisão, organize estes cinco pilares:

1. Situação migratória

Identifique qual visto, autorização ou regime familiar pode ser utilizado.

2. Planejamento financeiro

Calcule os custos antes da viagem, da chegada e dos primeiros meses.

3. Moradia

Pesquise os documentos exigidos para alugar e prepare alternativas temporárias.

4. Trabalho e renda

Entenda quando poderá trabalhar legalmente e como sustentará a família até esse momento.

5. Documentação

Organize certidões, antecedentes, diplomas, apostilas, traduções e comprovantes financeiros.

Esses cinco pilares devem estar conectados.

Não adianta possuir um visto possível e não ter dinheiro para executar o projeto. Também não adianta ter recursos financeiros e escolher uma autorização incompatível com o objetivo profissional.


Perguntas frequentes

Posso entrar como turista e solicitar um visto dentro da Espanha?

Depende da autorização.

Algumas autorizações podem ser solicitadas dentro da Espanha quando a pessoa ainda está em situação regular. Outras devem ser solicitadas previamente no consulado espanhol competente.

A possibilidade precisa ser verificada antes do fim do período de turismo.


Posso trabalhar durante os 90 dias de turismo?

A entrada como turista não concede autorização para trabalhar normalmente na Espanha.

Participar de reuniões, prospectar negócios ou realizar determinadas atividades empresariais pontuais não equivale a possuir uma autorização de trabalho.


O empadronamiento me deixa legal?

Não.

O empadronamiento registra onde a pessoa vive e pode servir como prova de permanência, mas não substitui uma autorização de residência.E na6o te da direito a nada


Depois de dois anos, o arraigo é automático?

Não.

A pessoa deverá identificar a modalidade aplicável, cumprir os requisitos e apresentar a documentação correspondente.


Posso viajar ao Brasil enquanto espero completar os dois anos?

As viagens podem afetar a comprovação de permanência continuada e também podem gerar dificuldades de retorno quando a pessoa já ultrapassou o período autorizado.

O caso deve ser analisado antes da saída.


O arraigo socioformativo permite trabalhar?

Depois de concedido, permite trabalho por conta alheia de até 30 horas semanais, respeitando as condições salariais previstas na normativa.


A regularização extraordinária de 2026 continua aberta?

Não.

O prazo terminou em 30 de junho de 2026. A medida foi extraordinária e destinada a pessoas que já se encontravam na Espanha antes da data de corte estabelecida.


Conclusão: chegar como turista e esperar o arraigo vale a pena?

O arraigo é uma via legal e legítima de regularização para quem já se encontra na Espanha e cumpre seus requisitos.

Mas ele não deve ser apresentado como um atalho simples.

Entrar como turista e permanecer irregular pode significar:

  • anos de instabilidade;
  • dificuldade para trabalhar legalmente;
  • dependência financeira;
  • obstáculos para alugar um imóvel;
  • limitação para viajar;
  • necessidade de comprovar toda a permanência;
  • risco de não cumprir os requisitos do arraigo;
  • desgaste emocional e familiar.

Funciona para algumas pessoas?

Sim.

É automático?

Não.

É a melhor estratégia para quem ainda está no Brasil e pode planejar?

Na maioria dos casos, não.

Quem ainda não viajou possui uma vantagem importante: pode analisar as alternativas, organizar os documentos e construir um projeto de mudança legal e financeiramente sustentável.

Não tome uma decisão tão importante baseada apenas no relato de alguém que conseguiu se regularizar.

A pergunta correta não é:

“Conheço alguém que fez isso. Será que também consigo?”

A pergunta correta é:

“Qual é o caminho mais seguro e adequado para o meu perfil e para a minha família?”


Precisa entender qual é o seu caminho para viver na Espanha?

A Viver na Espanha ajuda brasileiros a analisar o perfil migratório, organizar o planejamento e compreender quais alternativas podem ser utilizadas em cada caso.

Durante o atendimento, avaliamos:

  • objetivo da mudança;
  • situação familiar;
  • profissão e formação;
  • fontes de renda;
  • possibilidades de estudo;
  • documentação disponível;
  • prazo da mudança;
  • planejamento financeiro;
  • autorizações compatíveis com o perfil.

Uma mudança segura começa antes da compra da passagem.

Não chegue à Espanha para descobrir o que poderia ter planejado ainda no Brasil.


Conteúdo atualizado em julho de 2026. Este artigo possui finalidade informativa e não substitui uma análise individualizada. Os requisitos migratórios podem mudar e devem ser confirmados de acordo com a legislação vigente no momento da solicitação.


É plano para quem sabe exatamente o que está fazendo.


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